Dos 58 discursos que o deputado Arnaldo Vianna fez na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo menos seis foram para legislar em causa própria e até fazer uma média com os Ministros do TSE.

Arnaldo Vianna, deputado do Baixo Clero, ex-Prefeito de Campos/RJ

Estreando na Casa, ocupou a tribuna no dia 2 de abril de 2007 para falar do tempo que foi prefeito e combateu tenazmente a prostituição infanto-juvenil na cidade Em 22 de outubro do mesmo ano, repetiu a dose, ocupando a tribuna para dizer que fez e aconteceu quando foi prefeito.

Entrementes, Arnaldo falou de mortes, da redução da jornada e aumento dos salários das enfermeiras. Até se deu ao luxo de uma única vez protestar contra a aprovação da Emenda Ibsen Pinheiro, que praticamente arrasa as finanças de sua cidade. E noutra oportunidade, falou do pré-sal. E foi só. Contudo, teve o mérito de combater a prostituição de crianças e adolescentes nos Campos, no  que centrou a maior parte de suas intervenções.

Prosseguindo no árduo exercício de falar de sonolentas questões pessoais, Arnaldo Vianna subiu à tribuna para agradecer os votos que recebeu para prefeito, um ano depois, em 16/12/2008, quando previa a queda da Prefeita Rosinha e até (pasmem!) parabenizar o filho dele, Caio Vianna, que estava de aniversário.

Em 15 de abril de 2008, o deputado campista voltou à tribuna para explicar que estava em tratamento de saúde, fez agradecimento ao Presidente Michel Temer, aos Parlamentares e à equipe médica do Pronto Atendimento Cardiológico — Prontocárdio, do Município de Campos. Em 14/07/09, anunciou visita que fez a Municípios do Estado do Rio de Janeiro durante o recesso parlamentar.

No dia de Cosme e Damião, Arnaldo Viana ocupou a tribuna agradeceu à presidência e deputados a solidariedade prestada por ocasião da internação de sua pranteada mãe, Dona Amélia, uma das mulheres mais dignas e honradas que viveram em Campos dos Goitacás.

O CÚMULO

O maior dos absurdos Arnaldo praticaria em 23 de junho de 2010, quando já estava em  campanha pela reeleição e pendurado no TRE do Rio de Janeiro. Assomou a tribuna para tecer rasgados elogios aos ministros do TSE por darem ganho de causa à mulher dele, Ilsan Vianna dos Santos e com isso possibilitar sua posse como vereadora no município de Campos.

De nada adiantou a babação, pois o TSE deu-lhe uma tarraxada, deixando para conceder a liminar que permitia sua candidatura para as vésperas do pleito. A angústia da espera e a incerteza, sem dúvida, prejudicaram seu desempenho e influiu na baixa votação.

Arnaldo destilou sua insatisfação com o Tribunal de Contas da União, por ter incluído o nome dele na Lista de Parlamentares Inelegíveis, alegando ter sido um equívoco e até solicitação a mobilização da Câmara dos Deputados para que adotasse providências a respeito.

 

 

 

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