Não dá pra festejar muito.

É crítica a situação do deputado-eleito Paulo Feijó, que entrou triscando como ultimo dos eleitos pelo Rio, pelo Partido da República para a Câmara dos Deputados, no embalo dos votos obtidos pelo ex-governador Anthony Garotinho.

 

Feijó tem que torcer para o TSE "esquecer" os inelegíveis

 

Nem tanto pela possibilidade dos 53 mil 605 votos de Arnaldo Viana (PDT) serem contabilizados e desse modo assegurar a eleição de Brizola Neto. Mas porque existem coligações nanicas com grande margem de sobra de legenda e que também estão dependendo do julgamento final de seus recursos, como é o caso da coligação PSL, PRTB e PRP, cujo total de votos impugnados chegou aos 40 mil 522 votos. Nesse caso, na hipótese de Arnaldo Vianna perder seu recurso, seria eleito mais um dessa coligação, que teve o maior número de votos, Paulo César Baltazar da Nóbrega, que obteve 24 mil 906 votos. Lá longe, sem perder a fé, está o PT do B, que teve 19 dos 40 candidatos impugnados, totalizando cerca de 20 mil votos, o que não alteraria o quadro atual.

Feijó, a essa altura, deve torcer (e muito) para que o TSE mantenha as coisas como estão, sem julgar essas pendências ou que – se julgar – mantenha a decisão do TRE do Rio, que considerou todo mundo inelegível. Mais que isso: que os em situação inelegível relaxem em suas pretensões.

Se desistir do processo, já que não tem chances, Arnaldo sepulta as pretensões de Brizola Neto e ajudaria o nanico Paulo César Baltazar da Nóbrega a se eleger ou a manter Paulo Feijó com esperanças de ficar com a ultima vaga no PR. Sinuca.

Assistindo a tudo de camarote, ainda que sem chances, está o deputado Arnaldo Vianna, pois o destino do PDT e Brizola neto está nas mãos dele. Bastaria Arnaldo desistir do recurso para os votos serem definitivamente desprezados, como tanto convém ao Nóbrega e sua coligação nanica.

 

Brizola Neto (PDT) só será eleito se Arnaldo vencer o recurso que o TSE julgará.

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