Em que pese o anúncio feito pelo governador preguiçoso, Sérgio Cabral, de que Dilma barrará a tunga nos royalties do petróleo a que tem direito os municípios produtores fluminenses, tudo indica que tal não acontecerá.

Na contramão do que diz Cabral, o líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT) e preferido por Dilma para ser o presidente do Legislativo em 2011, não descansa enquanto não votar a matéria até o final do ano.

Vaccarezza , o queridinho de Dilma, quer votar o quanto antes o projeto que prejudica o Estado do Rio

Vaccarezza chega a fazer planos para o que classificou como “trabalho árduo para contornar ressentimentos”. A quem se refere esse cara pálida? Ressentidos aqui só nós, do Estado do Rio (leia a subretranca abaixo).

Enquanto Sérgio Cabral dorme (como dormiu anteriormente, deixando de atuar quando a questão estava em nível de comissão, quando seria mais fácil negociar e então brecar o estrago), a Câmara Federal segue ligeira em frente, pronta para acabar com a compensação de cidades como Campos, Macaé, Niterói, seus vizinhos  e o Rio, enquanto capital.

Cabral, assim como demonstram os deputados da bancada do Estado do Rio, não estão atentos para a manobra que o presidente Lula (na época inspirado por Dilma), de retirar o pedido de urgência do Projeto de Lei 5938/09, que foi emendado por Ibsen Pinheiro, Humberto Souto e Marcelo Castro.

Uma vez retirado o pedido de urgência, o projeto – ainda que da iniciativa do Presidente da República – não teria tramitação imediata, não trancaria a pauta e ganharia um “embargo de gaveta”.

Só que o Senado pôs tudo a perder sem a menor objeção dos representantes do Estado do Rio. Criou e aprovou um substitutivo, deu a ele o número 5940/09, incluindo as emendas de Ibsen e outros mais, instituindo que a União pague por seus próprios meios os prejuízos dos municípios do Rio.

De que adiantou retirar o pedido de urgência do PL 5938/09??? De nada, nadica de nada.

O PLANO DE DILMA, VIA  LÍDER DO GOVERNO

O líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que a pauta de votações para novembro e dezembro deverá ficar restrita às medidas provisórias, ao Orçamento e à complementação do pré-sal. Ele pretende ligar nesta segunda-feira para os líderes da oposição “para sentir o pulso” e negociar a votação desses temas.

O fundo social do pré-sal e a regulamentação do modelo de partilha foram citados pela presidente eleita, Dilma Rousseff, entre as prioridades de seu governo e precisam de votação em segundo turno pela Câmara.

Dilma parece ter raiva do Estado do Rio, promete não mexer nos royalties e faz coisa muito diferente


“Se considerarmos as terças e quartas-feiras, teremos apenas 11 dias de votações, e há mecanismos que facilitam muito a obstrução pela oposição, especialmente quando há medidas provisórias. Será um trabalho árduo para contornar os ressentimentos”, disse o líder. Em razão do pequeno prazo e das dificuldades políticas, ele admite que os projetos do pré-sal podem ficar para o ano que vem.

Em relação ao prazo, há um outro agravante, na opinião de Vaccarezza, que é o fato de o regimento não permitir sessões deliberativas da Câmara e do Senado quando a Comissão Mista de Orçamento estiver votando. Como a votação do Orçamento é obrigatória para haver recesso parlamentar no fim do ano, o líder admitiu a possibilidade de a comissão funcionar em dias em que tradicionalmente não há sessões deliberativas do Plenário.

Vaccarezza reiterou sua disposição de concorrer à Presidência da Câmara no ano que vem, mas salientou que só fará isso se seu nome for consensual na base de apoio ao governo. Como o PT elegeu a maior bancada na Câmara e o PMDB no Senado, o líder sugeriu que os partidos se revezem na ocupação dos cargos de presidente em ambas as Casas, ficando o PT na Câmara e o PMDB no Senado no primeiro biênio, havendo a troca, nas duas Casas, no segundo biênio. (Fonte: Câmara Federal)

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