Dilma manda Cabral parar de pedir verbas e bate no aliado: “Você devia ter vergonha e renunciar”

Um cemitério de geladeiras e máquinas de lavar no meio da rua )foto Thiago Freitas)

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/ –

Por Jorge Serrão – sexta-feira passada, a Presidenta Dilma Rousseff comprovou que seu estilo de governar não poupa sequer os aliados ou amiguinhos. Por telefone, Dilma quase reduziu a pó o governador Sérgio Cabral. No momento mais tenso da conversa entre ambos, Dilma chegou a gritar que Cabral devia ter vergonha e renunciar. A bronca de Dilma em Cabralzinho foi presenciada por amigos dela.

Dilma recomendou que Cabral pare de reclamar por verbas. Lembrou que, desde 2008, o governador fluminense já fora alertado pelo governo federal de que as chuvas poderiam causar uma tragédia no Estado. Dilma concluiu que a administração de seu aliado pouco fez para evitar os efeitos das chuvas que produziram centenas de mortes.

Dilma também criticou Cabral por se ausentar do Rio de Janeiro, em períodos críticos, como os de começo de ano. A Presidenta ponderou que pega muito mal, em toda catástrofe, o vice-governador Luiz Fernando Pezão sempre aparecer, primeiro, como a voz oficial, enquanto o governador tira férias.

Quem ouviu a conversa no viva voz jura que Cabralzinho chegou a chorar com as duras críticas da Mãe Dilma. A mídia amestrada dará uma linha sequer sobre a bronca privada de Dilma em Cabralzinho. O assunto “não interessa” no momento de exploração jornalística da desgraça de milhares de pessoas.

Leia, abaixo, os artigos de Arlindo Montenegro (Conto do Vigário) e de João Bosco Leal (Políticos canalhas ou canalhas políticos?)

Risco das decisões

Pode chegar a R$ 1 bilhão a obra de preparo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, caso se confirme o comprometimento estrutural do velho estádio.

Estima-se que sejam necessários mais de R$ 2 bilhões para refazer pontes, estradas e moradias, devastadas pelas chuvas e pela omissão governamental, em três cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro.

O risco de atraso no cronograma para a copa-negócio da Fifa e a pressão urgente para realocar recursos destinados a obras emergenciais pós-catástrofe são as dores de cabeça do momento de Sérgio Cabral.

O sucesso (ou fracasso) de suas decisões afetará seu projeto político de ser candidato a vice-presidente na eleição de 2014.

Tragédia prevista

Um estudo pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas para a Prefeitura de São Paulo denuncia que 115 mil pessoas vivem em 407 áreas de alto risco de deslizamentos ou enchentes.

O alarmante relatório do IPT recomenda que os cidadãos de risco deveriam abandonar suas casas imediatamente, principalmente na época de chuvas fortes e concentradas.

Das 407 áreas mapeadas pelo estudo, nada menos que 43% delas ficam na Zona Sul, onde 50 mil pessoas vivem precariamente em 12 mil moradias.

 

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