Depois de estimular a bagunça, PR/RJ quer botar ordem na zona

– Não tem pé nem cabeça a cantilena do ex-governador Garotinho, repetida à exaustão pela sua filha, a deputada Clarissa, de que os parlamentares do PR foram eleitos para fazer oposição a Sérgio Cabral. Há mais de um ano antes das eleições, o PR  fluminense aceitou e acolheu apoiadores históricos do atual Governador, especialmente Samuel Malafaia, o mais votado da legenda.

Clarissa, linda e descontrolada

Além de Malafaia, que  jamais negou o seu apoio a Sérgio Cabral, outros também o faziam com desenvoltura, abertamente e sem objeção, como o atual Líder, Iranildo Lima, Altineu Cortes e Édino Fonseca. Todos apoiadores de carteirinha de Cabral, refletindo a aprovação do povo que deu-lhe quase 70% dos votos. A mesma aprovação que apavorou, medrou e levou Garotinho a correr do pau, a desistir de sair candidato a governador e a concorrer para deputado federal. A Campanha do PR era um “cada por si e Deus pra todos”, à moda boi, desgarrados.

Pelo que se tem notícia, jamais questionaram as tomadas de posição dos “com mandato” em  favor do governador-chefe.  Pior, nada fizeram contra quem trocou o palanque de Peregrino pelo de Sérgio Cabral. Não deduraram ninguém ao Conselho de Ética, já que não havia ética a ser respeitada, nunca houve, até cair ruir o plano de fazer Clarissa líder do PR na Alerj e comandar tudo segundo suas conveniências.

É cristalino que aquele silêncio de Garotinho não só estimulou parlamentares cabralistas como os demais candidatos. E aproveitou-se de seus mandatos para ganhar mais tempo nos horários gratuitos no Rádio e TV.

Natural que aquele consentimento explícito contagiasse os “sem mandato”  lograram se eleger pela legenda, num ambiente de pombarrolou. Eu pensaria, “se no caminho tá assim, quanto mais na festa…”. Era um sanatório geral.

Não se pode perder de vista que o PR não é uma referência nacionaldigna e respeitável, uma vez que abriga personagens de triste memória , como Tiririca e mensaleiro Waldemar Costa Neto e historicamente o PR não faz oposição a ninguém, nem a vaso sanitário sem tampa.

Bastou que os interesses de Garotinho fossem contrariados; foi só os cabralistas e aspirantes à tutela do governador não  dar a liderança à herdeira do coronel  campista para caírem em desgraça regimental, ética e traiçoeira.

Clarissa Garotinho, que se nega o direito de sobejar o pai na política, retograda, não evolui em que pese ser mais culta e inteligente. Parece possuída por ataque de amnésia e assume um vexatório papel de inquisidor-mor, em contraste com sua singular graça e beleza. Tão bonita, tão contraditória. Nesse particular, seus argumentos não resistiriam ao menor sopro caso os colegas que persegue entendessem de lhe retribuir  à altura.

Anúncios