Danem-se os bombeiros destrambelhados e seus salários de fome.

A sociedade do Rio de Janeiro é hipócrita. Na hora da dor, quer a asssistência imediata do Corpo de Bombeiros, ao qual paga – por intermédio do governo do Estado – a mixaria de R$ 900,00. Nem serventes de pedreiro ou domésticas, dos quais não se exige qualquer preparação, aceitam trabalhar por menos disso.

O povo do Rio (leia-se especialmente: Ordem dos Advogados, Associação Brasileira de Imprensa, Centrais Sindicais tipo CUT, CGT e Força Sindical, igrejas de todos os cultos), caminha indiferente à crise salarial dos soldados do Corpo de Bombeiros e seus US$ 15,00 por dia. E, com esse salário, esperam que os bombeiros acorram prontamente aos incêndios, promovam resgates em acidentes, afogamento, tirem gatos de árvores e cadáveres das ruas, entre outras atribuições.

Não fosse esse um povo indiferente, em cada janela do Estado do Rio haveria um sinal de apoio à justa causa que professam, indicando que temos um bom coração e nos importamos com nossos heróis.

É essa indiferença que dá ao Governador Sérgio Cabral o direito de nos envergonhar perante o mundo e que levou os bombeiros ao desespero e destrambelho. A Cidade Olímpica, no país da Copa de 2014, é assim, de bombeiros amotinados, tratados como bandidos, porque ganham uma miséria, reclamam melhores salários, melhor formação e material.

As centrais sindicais tão nem ai pela reivindicação, pois militares não tem sindicato e nem lhes dão lucro. Ah se fossem os metalúrgicos de Lula…

 Eu me recuso a fazer parte dessa massa omissa. E por intermédio desse espaço faço meu papel de cidadão que vive e mora nesse Estado do Rio de Janeiro.

Governador, pegue meu rico dinheirinho via impostos e taxas e remunere condignamente os valorosos soldados e oficiais do Corpo de Bombeiros. Tome vergonha na cara e pare de ridicularizar o Rio perante o universo das nações.

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