É assustador.

Na Avenida Paulista (SP), nas proximidades da Estação Brigadeiro do Metro, um grupo protesta violentamente contra a democratização dos países árabes.

Nunca julguei que a direita fosse capaz de tal coisa num país democrático, como o Brasil, onde impera a liberdade. É ódio puro. Sem o menor respeito pelos brasileiros, espalharam cartazes horrendos pelo chão, de crianças mutiladas, corpos destroçados, imagem que os veículos de comunicação nos pouparam, pois jornal, revista ou TV não foram feitos para se ter nojo.

E lá estão os órfãos  dos mais sanguinários ditadores do mundo árabe, legitimamente depostos pela população.

Em meio àquele mar de sangue e restos de gente, especialmente crianças, não pedem o fim da rebelião. Querem a volta dos ditadores, como se fosse possível ressuscitar Sadan, Kadaffi e seus filhos.

Entoam cânticos e exalam ódio  contagiante. Vão além: provocam, querem brigar e agredir quem não  aceita o sentido da manifestação nem os meios utilizados. Quem passa por ali não  tem como não enojar. Radicais e intolerantes, não respeitam o sentimento de fraternidade que move o Brasil nessa época. Apenas destilam ódio, numa demonstração de que além de improdutivos  são perigosos.

Peço desculpas a todos que me conhecem. Nunca me imaginei  escrever condenando o direito de manifestação em nosso país. Para chegar a esse ponto, peço que entendam, foi porque a coisa se revelou muito, mas muito muito violenta e incompatível com os nossos foros de civilidade.

Aquela gente ali tem que ser vigiada de perto (que vergonha, meu Deus!, ter que falar isso), pois beira o descontrole a reação, indicando que estão sujeitos a estender ao Brasil o ódio e seus métodos na razão direta dos conflitos no mundo árabe.

 Quero ver o que acontecerá se os que defendem as revolução dos povos árabes baterem de frente com os órfãos da ditadura… e a PM de Sampa tá nem aí. A Polícia Federal parece que está escoltando Papai Noel..

A diplomacia universal impede que exilados participem de atos políticos. Manifestação pacífica, sim, respeitando nossos hábitos. Fazer da Paulista uma esquina de Damasco é que não dá.

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