O jornalismo da Globo insiste em contrariar a lógica. Depois de inventar a mentirosa expressão “não corre o risco de morrer” (todos corremos, desde que nascemos, só não sabemos quando nem de que; todos os seres estão entre a vida e a morte, rigorosamente), está perpetuando outra anomalia em matéria de comunicação.

Exibir entrevistados com a voz distorcida, sem rosto e sem legenda. É quase impossível entender a voz de papagaio, a pretexto de proteger a pessoa.

Melhor seria não exibir nada. Protegeria mais. Daria a notícia sem aquela imagem, reproduzindo o textual.

Melhor ainda: bastava dublar a fala, como fazem (e  muito mal)  com pessoas de língua estrangeira.

Trataria, melhor a notícia e respeitaria quem a assiste.

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