Pesquisa eleitoral é uma coisa tão séria, mas tão séria, que tem uma lei especial só para tratar dessa questão. O jornal O Fluminense deu um “nem te ligo” para Justiça ao distorcer pesquisa de intenção de votos realizada pelo Mapear e divulgada na edição de terça-feira, 04/09em beneficio da candidatura do deputado Rodrigo Neves.

Primeiro erro: contrariou o disposto no art.11 da Resolução 23.364 do TSE, que exige que conste da divulgação o número de registro da pesquisa perante a Justiça Eleitoral, a margem de erro, o período da pesquisa, o nome da entidade, empresa ou candidato que contratou o serviço.

Deputado Rodrigo Neves, beneficiado pela fraude

A “matéria”, que mais parece um informe publicitário, além de não guardar respeito ao que exige a lei, modifica o questionário da pesquisa previamente registrada pelo Instituto Mapear no TSE sob o numero RJ-00067/2012.

Cristalino se revela que alguns  dados não correspondem aos  da pesquisa registrada, o jornal – no afã de beneficiar o candidato Rodrigo Neves – divulgou uma PESQUISA NÃO REGISTRADA. Pior ainda> não realizada pelo Instituto Mapear, posto as informações coletadas guardam relação com o questionário registrado no TSE como parte integrante do registro RJ-00067/2012. E meia-verdade é uma mentira completa e acabada.

Na edição de hoje jornal não fez a correção esperada

A questão nº 12 da pesquisa é clara: quer saber do  eleitor APENAS se o entrevistado acha que o apoio de Cabral, Lula, Dilma, Godofredo e Jorge Roberto aumenta diminui ou não altera a vontade do eleitor de votar em um candidato? Não há nenhuma referência ao candidato Rodrigo, especificamente, como dá a entender  a “matéria” de  O Fluminense.

Quer dizer: não existe a pesquisa nos termos do que o jornal publicou, mesmo porque a publicação em si é um acinte, um descaso com a Justiça Eleitoral deste país;

Outra não foi a intenção de O Fluminense senão beneficiar o candidato Rodrigo Neves, especialmente quando, por exemplo, é público e notório que Felipe Peixoto e Sérgio Zveiter gozam da simpatia do governador Sérgio Cabral. Ainda assim, por meio de uma manipulação grosseira, O Fluminense dá a entender que Rodrigo Neves é o preferido de Sérgio, quando isso NÃO CONSTA da pesquisa da Mapear.

Isso é fraude. E fraude é crime punido com a prisão do diretor-responsável pelo jornal (art. 35)  a pena de seis a um ano de cadeia,  nos termos do art. 3, § 4º da Lei 9504, de 30 de setembro de 1997, além das multas previstas, inclusive no § 3º do mesmo art. 33, que cominadas podem chegar a 200 mil UFIR.

Um jornal ou jornalista pode e deve dizer  claramente a quem apoia. É seu direito, como o fazem os maiores do mundo.  Mas tem que fazer isso de modo cristalino. Sem faz-de-conta ou modo subliminar, apenas dando a entender que prefere um em detrimento de outro ou mediante exposição de fotos e fatos que tendem a influir na escolha do eleitor.

O Fluminense perdeu o rumo nessa descontrolada tentativa de empurrar Rodrigo Neves goela abaixo dos eleitores de Niterói. Perdeu mais que isso: a credibilidade e compostura que Alberto Torres  edificou.

Com a palavra a Justiça eleitoral

 

Anúncios