Um bandido paulista acaba de inaugurar novo estilo de defesa criminal.

Depois de matar uma menina de 15 anosw com dois tiros na cabeça, o meliante foi preso e confessou que matou em legítima defesa, pois a moça teria reagido ao  assalto.

Era só o que faltava!

Bandidos violentos e covardes (eram três contra a moça e o namorado), armados até os dentes, renderam o casal que acabara de sair de uma festa. Todos são egressos da Fundação Casa, antiga  Febem, que substituiu a Funabem, uma espécie de universidade do crime.

“É o que acontece com quem  reage”, teria falado um dos criminosos para o delegado e pedir para falar com seu advogado. Depois, inverteu os papéis. Disse que matou pra  não morrer, pois a moça reagiu ao  assalto, que tem na conta de um trabalho.

Meu receio é que os tribunais tão habituados em decisões absurdas aceitem as alegações do facínora. Quem esteve o tempo todo sujeito a morrer foi moça, como de fato  perdeu a vida de forma covarde. O fato de portar um revólver para roubar  não revela bom intenção.

O “era ela ou eu” não parece verossímil. E muito menos prosperar nos meios forenses. É absurdo demais, atenta contra todos os foros de civilidade,

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