No dia que invadiram meu modesto blog, fizeram desaparecer uma matéria que escrevi sem cópia, direto no processador de texto do WordPress.

Versava sobre a péssima qualidade do jornalismo da Rede Globo, inspirado por Carlos Henriques Schroder. Uma escola de jornalismo como a Globo, à qual serviram mestres do quilate de  Armando Nogueira e Evandro Carlos de Andrade, virou pré-escola.

À mais recente constatação desse declínio assistimos todos os dias nos noticiários da rede, que incluem os canais a cabo. Dentre tantos descalabros, eu destaquei a péssima qualidade da cobertura do Caso Bruno, o goleiro do Flamengo.

A Globo levou o Brasil a acreditar que Macarrão, amigo do goleiro, assumiria a culpa da morte da modelo Elisa só para livrar a cara de Bruno. Meses antes, havia chegado ao absurdo de divulgar que Macarrão  era gay (e passivo) tinha caso com  Bruno, abrindo os caminhos para uma sucessão de especulação sem fim.

Só esqueceram de combinar com Macarrão.

No dia do depoimento, a Globo não teve medo de especular ainda mais. Nem mesmo o advogado de Macarrão foi  procurado para falar.

Então, quando a verdade foi revelada; quando Macarrão fez revelações bombásticas que a equipe de Schoder nem ligou,  continuaram mentindo. Todos os telejornais noticiaram que houve uma reviravolta no caso, que Macarrão enfiou até o talo a  culpa no Bruno.

Que reviravolta foi essa?

Não houve reviravolta alguma. A escola de jornalismo do Schroder recomendou que dissesse que houve uma “reviravolta” para acobertar o erro da equipe. Não tiveram a dignidade de pedir desculpas ao Brasil pela falta de responsabilidade no trato com a notícia. Continuaram mentindo, pois dizer que houve reviravolta foi mentira.

Não tiveram respeito nem humildade de pedir desculpas aos colegas de outros veículos (rádios, jornais etc) que embarcaram na onda, pois a Globo é uma fonte de excelência.

Houve, sim, um fato novo, desprezado pela Globo, como tantos outros.

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