Redes de TV desprezam o óbvio e nem tentam simular o desastre  na Boate da Morte

Por ocasião da Bomba do  Riocentro, quando não  havia tantos recursos financeiros, testamos o resultado da perícia no tempo da ditadura, que dizia que os artefatos (as bombas mesmo) estavam uma entre os bancos do Puma do Exército e outra  entre a porta direita e o banco do carona. Disseram que cada bomba era do tamanho de um galão de tintas (3 litros).

Fizemos um teste. Pegamos um Puma (carro da Volks) e um galão  de tinta. Sabem o resultado: a lata não cabia no console, teria sido percebida pelos militares imediatamente. A suposta bomba entre o banco  e a porta jamais poderia estar ali, pois não permitia que a porta se fechasse. Quando  acontecia de fechar (à força), a lata caía no chão e isso deveria chamar a atenção dos milicos.

Conclusão: as bombas estavam com os militares, que foram para  explodir o  Riocentro e  botar a culpa na oposição ao regime militar.

bandagurizadafandangueiraintegrantes

Agora, diante da afirmação do vocalista da banda da Boate Kiss, de que o sinalizador não  queimou o forro, eu gostaria de fazer um teste. Reconstruir o ambiente.  Colocar uma espuma, revestir com  gesso e acender um  sinalizador. Será que as faíscas queimariam o gesso? Será que o segurança seria capaz de acionar um extintor e fazer ele funcionar? Que fim levaram os extintores da boate? Tiveram o mesmo  destino dos computadores?

Um video (assistam aqui) feito pela polícia mostra o interior da boate quando entraram. Não se ve um só extintor. Quem pode ter levado? Todas as peças sobreviveram ao fogo, mas cade o computador? Os bombeiros foram os primeiros a entrar no interior da casa.

Por que não se convoca os sobreviventes da boate para uma simulação da lotação (eu não uso o termo “reconstituição”, que implicaria na presença das vitimas e até hoje não  se conseguiu a ressurreição de ninguem)

Fica a pauta para nossas emissoras de TV.

Já não fazem jornalismo como antigamente…

Anúncios