A SORTE GRANDE ESTAVA  NUMA APOSTA DA MEGA-SENA  ACUMULADA E ACHADA NUMA LEIXEIRA, NUMA  BOLSA VELHA  QUE A MULHER PRETENDIA APROVEITAR

A moradora de rua, Rosa Maria da Conceição,  da cidade de Campos/RJ, ganhou a sorte grande ao vasculhar uma bolsa  velha jogada numa lixeira  e que ela pretendia recuperar para si. Em meio a papéis esmaecidos e coisas pútridas, havia um jogo de mega-sena acumulada sorteada em 01/04/2008 e que jamais havia sido reclamado.

Beatriz

BEATRIZ ROSA DA CONCEIÇÃO, A FELIZARDA

A mulher vivia  nas proximidades  do Jardim São Benedito, no Centro,  com seis filhos menores, a mãe e um companheiro. A moradora de rua   soube que estava com o bilhete premiado (no total de 459 milhões de reais) num lance de pura e incrível sorte incrível. De posse do bilhete, ela foi a uma casa lotérica fazer uma aposta mínima repetindo todos os números que da aposta que estava na bolsa, para correr no sábado passado.

Somente hoje (o1/4) , quando se dirigiu à casa  lotérica para conferir o resultado, a sorte sorriu-lhe duplamente. É que ao invés de entregar o papel com a aposta atual, Rosa entregou a que achou na bolsa e   ficou sabendo que havia ganhado uma bolada, duplamente.

Rosa Maria, de 38 anos, entregou à atendente da casa lotérica o bilhete antigo para conferência. Todos os números batiam, mas ao checar a autenticidade, a funcionária levou um susto.  Aquela aposta fora feita há quatro anos e constava como “pendente de pagamento”, rendendo juros e correção na Caixa Econômica, totalizando R$ 459 milhões. A casa lotéria não tinha sequer  autorização para pagar a aposta. Aqueles valores correspondiam ao acerto da megasena sozinha, quadras, quinas e quadras com um só  bilhete.

Além disso, ganhou também o último sorteio de março, no sábado passado, que pagou 85 milhões. A caixa da lotérica se prontificou a ajudar Rosa Maria, levando-a à agência da Caixa Econômica, onde passou todo dinheiro para seu nome e retirou uma pequena parte. A moradora de rua  ficou R$ 2 milhões mais pobre na mesma hora, pois foi a quantia com que presentou a funcionária da loteca que fez a aposta e a ajudou.

Rosa Maria pretende comprar uma casinha, um chuveiro quente, acomodar a família  e o restante pretende entregar para a Igreja evangélica que frequentava, a Assembléia de Deus do deputado Federal Marco Feliciano, polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Perguntada quanto havia retirado para despesas imediatas, a moradora de rua disse que foram R$ 200,00. O resto deixou lá, pra Deus e a igreja.