garotinho na tribuna

Garotinho, vitima de satanização pela Rede Globo (foto da internet)

Já perceberam como o jornalismo da Rede Globo tem tratado o ex-Governador Anthony Garotinho? Na base do esculacho, manipulando os fatos, como  é de praxe. Mas tá indo longe demais. Toda noticia sobre Garotinho é para denegrir, expor ao ridículo. É evidente que a intenção é criar embaraços à candidatura de Garotinmho  em 2014, criar  um pano de fundo de modo a influir na vontade do eleitor, que o coloca  como o preferido nas pesquisas.

Na edição de ontem (14/05) do Jornal Nacional, a Globo albericou*  de vez na matéria sobre a votação da MP dos Portos. Permitiu que Ronaldo Caiado (lembram dele?) chamasse Garotinho de chefe de quadrilha. Na resposta do ex-governador, publicou apenas um segundo da fala de Garotinho, respondendo “ não me ofende você me chamar de quadrilheiro…”

Ocorre que o jornalismo global cortou a frase no meio, eliminando  o principal “porque não sou”. Por que a Globo fez isso com a noticia? Divulgou qwue Garotinho admitia ser chefe de quadrilha para todo país, quando na verdade ele disse que não era.

Qual a intenção da Rede Globo com esse proceder?  Isso não é jornalismo, mas campanha de satanização,  difamação de pré-candidato, o que é vedado pela lei e que prevê pesadas multas.

Não me surpreende. Enquanto o sistema Globo faz vistas grossas para o descaso com a saúde (quando chega a noticiar, faz matérias nas prefeituras cujos titulares apoiam Garotinho, no maior estardalhaço), a educação e os estupradores que comprometem a imagem do Rio mundo afora.

Mas, como dizia o desocupado Roberto Pavão, que assombrava a Rua do Crespo:  “é só a cabecinha”. Vem mais perseguição por ai se a Justiça não botar um freio nesse falso jornalismo.

*Albericar – neologismo de imprensa, derivado do nome de Alberico Souza Cruz, diretor geral de jornalismo da Rede Globo na época do debate Collor x Lula, em 1989.

O próprio Boni, vice-presidente da rede, admitiu que Alberico manipulou as matérias sobre a repercussão do debate, dando a entender que Collor massacrou Lula, um despreparado para a Globo. Na época, Alice Maria era diretora-executiva  e Armando Nogueira do jornalismo. Ela mandou repetir no JN uma matéria do Jornal hoje. Alberico interferiu, pediu uma edição manipulada. Armando Nogueira não topou (dias depois sairia da emissora) e Alberico em pessoa caiu pra dentro, como se diz. Ele mesmo editou a manipulação.

 Desde então, quando  se quer dizer que uma matéria foi manipulada para prejudicar ou beneficiar alguém,  utiliza-se o verbo albericar. Hoje, Alberico Souza Cruz, na Rede TV, admite que manipulou não só aquelas, mas todas as noticias no jornalismo da Globo. Com a queda de Collor, ele perdeu prestigio na rede.

Por sinal, a discordância de Boni foi divulgada até no livro “Jornal Nacional, a noticia faz história (que não foi editado pela Globo) e rebatida por Roberto Marinho e  de  João Roberto Irineu