Há muito mais do que um simples aumento por trás do reajuste das passagens de ônibus. Há  um conluio de autoridades que concede isenções aos “empresários” do setor.

Cem mil na Rio Branco (foto da Internet)

Cem mil na Rio Branco (foto da Internet)

O que era dúvida virou certeza. O protecionismo descarado aos empresários de ônibus é nacional. Não só apenas os 20 centavos, mas os bilhões que essa casta deixa de pagar de PIS/Confins, postos que ficaram isentos esse tributo que atormenta outros empresários brasileiros.

Por que os governantes não revogam tudo isso?

Simples: estão comprometidos até o pescoço com essa corja de patifes transvertidos de empresários, que o possui o maior dos argumentos; O dinheiro, obtido aos montes graças à fixação de tarifas abusivas e astronômicas.  E a conta é simples:

Óleo diesel a R$ 2,00 o litro para as empresas, com 10 dias para pagar;

Salários, na média R$ 60,00 dia, o que equivale a R$ 7,50 por hora de trabalho.

Vamos às contas.

Cada ônibus, transporta, em média,  70 passageiros (0 39, Piratininga-Centro chega a transportar mais de 150 por viagem).  Com a passagem a R$2,95, serão necessários três passageiros para pagar o salário dos rodoviários e os encargos.

Cada litro de diesel  percorre, mal regulado, 6 km. Numa linha como a de Piratininga, serão necessários, em média, quatro litros por  ida. O preço de três passagens cobre facilmente esse valor. Sobram, portanto,  no caso da linha 39 (Piratininga)  140 passagens de R$ 2.95 para os empresários. Por viagem,  R$ 413 reais, por ônibus por hora para pagar água e  luz das garagens, pneus que duram mais de 5 mil viagens, óleo combustível e reposição de uma ou outra peça. Um ônibus da 39, de sol a sol (das 5 às 19 horas),  fatura num dia R$ 6.195,00, o que dá R$ 185.850 por mês por cada ônibus na rua. Nada no mundo dá tanto dinheiro. Estima-se que a metade é destinada à corrupção de agentes públicos.

Dirão os senhores, mas aos sábados e domingos o movimento é menor. Mas os empresários tratam de manter o mesmo9 faturamento/ônibus, tirando os ônibus de circulação. Assim.  Além de continuar faturando alto deixam de ter despesas com  os combustíveis, pneus etc.

No caso de Niterói, já não pagam  ISS nem multas de transito, qu7e são repassadas, quando acontece de serem cobradas, aos motoristas. Agora estão livres do PIS-Confins. Federal.