Empresários, tremeis. O Vereador Gallo (PDT) vai ser o Relator   da  CPI dos ônibus. Ferrenho crítico dos empresários desse setor,  Gallo foi o seu mais ativo opositor:  Sempre votou contra  todas as vantagens oferecidas   às empresa. Durante  anos, tentou, sem sucesso, acabar com o monopólio das linhas, liderando campanha em favor do transporte alternativo por vans e microônibus.  Também votou contra a renovação das concessões , querendo abertura de concorrência pública.

Indicado pela bancada, a maior da casa, Gallo assegura que não pensa ir à forra e prometeu  que não haverá revanchismo.  Garante que vai agir com isenção e sem prejulgo. “Estou nessa em respeito à cidade, à juventude de Niterói  que não ficou satisfeita com o reajuste das tarifas”, disse.  Também  prometeu não conduzir seu trabalho na CPI  levando em contas as derrotas que sofreu para os empresários.

Gallo, nas época que lutava contra o fim do Caio Martins

Gallo, nas época que lutava contra o fim do Caio Martins

– Isso é passado. Sou contra qualquer tipo de vingança e não a praticaria.  Temos duas frentes de atuação aqui. Uma é meu papel  o papel de policia judiciária da Comissão Parlamentar de Inquérito. Outro é de vereador, obrigado a fiscalizar o governo, batalhar pela melhoria da qualidade de vida de novo povo  e fazer as proposições que a população. Foi assim quando acabei com o voto secreto, as sessões secretas, com a lei dos 15 minutos nas filas dos bancos e tantas mais – disse.

Mesmo que não queira, Gallo vai ter que tratar de uma questão relacionada a uma lei de sua autoria que não está sendo  cumprida pelas empresas, que obriga que pelo menos 10% dos empregados sejam pessoas portadoras de deficiência. “Se não estão cumprindo estão errados também. Cabe ao poder concedente verificar  e cobrar. Mas essa questão está na alçada de outra CPI, que por sinal sou presidente.  Não  vamos misturar as coisas sob pena de inviabilizar juridicamente tanto uma quanto outra CPI.  O presidente Bruno Lessa  possui notável saber jurídico e saberá atuar como grande magistrado nessa causa”

Gallo elogiou a escolha de Bruno Lessa: “Foi a melhor  coisa. Bruno é de oposição, faz oposição construtiva, é pragmatico e com ele tem subterfúgio. É uma prova de que o Legislativo, na presidência de Paulo Bagueira, não está  atrelado a ninguém. Todos sabemos que há um verdadeiro exército  que apóia as empresas”, completou.

A instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito será no dia 6 de agosto e terá 90 dias, prorrogáveis regimental. Mas o plenário pode deliberar pela extensão do prazo quantas vezes quiser.vereador Gallo_0157

Gallo descartou a possibilidade de criar sub-relatoria, alegando que são apenas cinco os integrantes.”Haveria muito cacique pra pouco índio. Se a CPI fosse composta  de  maior número,  tudo bem. Vamos ter que nos desdobrar. Aliás, essa é a única prerrogativa exclusiva que tenho,  de indicar sub-relator, no mais quem manda na CPI é o presidente. Não tenho dúvidas de que a CPI desperta interesse geral, especialmente dos demais vereadores, e – embora não tenham direito a voto nessa fase, são os  vereadores que votarão o relatório final. Natural  que eles participem de tudo desde já para quando forem chamados a se manifestar já tenham noção e até opinião formada”, finalizou.

O edital de convocação para instalação dos trabalhos, eleição presidente e relator será publicado até15 dias de seis de agosto no Diário Oficial da Câmara.