A Morte de Alex Mariano Franco (esq.) gerou indignação

A Morte de Alex Mariano Franco (esq.) gerou indignação

O comércio estabelecido em Niterói vem, por meio de suas entidades representativas abaixo assinadas, manifestar seu protesto quanto à insuportável situação de violência e insegurança pública que aflige a cidade. Como é de amplo conhecimento, a ex-Capital do Estado vem seguidamente sendo palco de graves crimes, numa espiral por
demais assustadora — tanto pela ação desabrida e sanguinária dos bandidos, quantopela falta de resposta à altura, por parte das autoridades policiais.
Se chegamos a tal ponto devido a múltiplos fatores, pelo menos três deles são bem conhecidos. Destes, pior e mais antigo (vem desde a Fusão) é o esvaziamento dos
aparatos policiais: o 12º Batalhão tem efetivos cada vez menores, enquanto a
população local cresce vertiginosamente ano após ano. O segundo motivo é a
frequente troca de comando no policiamento local, o que evidentemente dificulta a
consolidação de estratégias e planos de ação. A terceira causa diz respeito à
implantação das UPPs no Rio de Janeiro, ocasionando uma intensa — e previsível —
migração de criminosos para os arredores da Capital.
As consequências estão bem à nossa volta. Comerciantes e clientes sendo mortos em
assaltos a estabelecimentos, agressões físicas a transeuntes, ataques em “saidinhas
de banco” e confrontos entre quadrilhas, hoje, compõem um quadro de temor
generalizado, afetando indistintamente crianças, adultos e idosos. Mais do que nunca,
a população tende a ficar em casa, por se sentir refém do poder dos bandidos. Com
isto, as vendas se retraem, e o comércio sofre efeitos imediatos. As maiores perdas,
porém, são as de vidas de cidadãos decentes e trabalhadores, como foi o caso do
lojista Alex Mariano, assassinado dias atrás à luz do dia, em pleno Centro da cidade.
Diante de um duro cenário como este, ficamos estarrecidos diante de notícias como a
desativação de cabines da PM. Ou ainda diante de declarações como as do novo
comandante da Polícia Militar, ansioso por formar 1.500 recrutas para que atuem na
comunidade da Maré, sem nenhuma menção ao nosso 12º Batalhão.
É contra isso que estamos protestando.
Queremos o início de uma nova era nas políticas governamentais para com a antiga
Capital fluminense. Niterói não mais pode ser vista e tratada como mera periferia de
remota importância, relegada a receber recursos flagrantemente incompatíveis com as
suas necessidades.
Queremos nos reunir — o quanto antes — com o Sr. secretário de estado de
Segurança Pública e seus auxiliares diretos, visando obter providências imediatas,
concretas e persistentes no combate à criminalidade em nossa cidade. Não vamos
admitir soluções cosméticas ou momentâneas.
Queremos poder prosseguir em nossas rotinas, prestando nossos serviços à
população, mantendo empregos, recolhendo impostos e movimentando a economia
local e regional.
Em suma, queremos paz.
Que as autoridades façam a sua parte. E já.