Ex-Ministro foi o primeiro a desembarcar do Governo 

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Moreira Franco abriu caminho para afastamento de Dilma

O ex-Governador Moreira Franco (PMDB/RJ), em entrevista ao jornal EXPRESSÃO OCEÂNICA eenca as razões para que a Presidente Dilma Rousseff seja afastada da Presidencia da Republica. Ele foi o representante do PMDB na campanha Dilma-Temer e ex-ministro da Aviação no governo do PT e o primeiro a discordar dos métodos de Dilma, Lua e do PT e  entregou o cargo.

Há quem assegure que Moreira Franco sera o politico de maior influencia num eventual governo de Michel Temer. Cnheça o pensamento deste líder fluminense:

Por que ser a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma?

O primeiro grande problema do Brasil é a economia; o segundo é a economia; e o terceiro é a economia. As pessoas estão perdendo o emprego, perdendo conquistas sociais obtidas nos últimos anos. A inflação cresce, o governo continua com a gastança desenfreadas comprometendo as contas publicas. Todos os setores da economia brasileira estão desorganizados. O estado do Rio de Janeiro a questão da Lava Jato, a roubalheira na Petrobras fizeram com que toda a cadeia de óleo e gás fosse comprometida gerando desemprego em cidades como Itaboraí, Macaé e no próprio município de Campo. Em outros estados do Brasil a mesma coisa: as contas dos estados foram prejudicadas, ou seja, a economia brasileira está em um estado de falência total, os municípios quebrados, estados quebrados e a união atrasando, inclusive, está cortando os programas sociais que garantem a vida, a sobrevivência de milhões de brasileiros por falta de recursos financeiros. Nessas circunstâncias não há outro caminho a não ser ter uma visão com uma avaliação rigorosa dos erros cometidos pelo governo também quanto ao desrespeito a responsabilidade fiscal. Quando o governo resolveu gastar demais, e comprometeu os bancos públicos como fez mascarando as contas públicas, adiou o problema para continuar fazendo a gastança e isso que gerou este quadro de desacerto econômico que nos vivemos. Hoje nós temos a Dilma contra o Brasil, o Brasil está nas ruas pedindo o impeachment da presidente.

Como a provação do relatório da Comissão do Impeachment por 38 a 27 votos pode influenciar a votação no Plenário da Câmara dos Deputados?

Uma vitória, uma vitória em uma Comissão que foi dita pelo governo como dela, montada por ela, com regras que foram avaliadas pelo governo capazes de beneficiar o governo, eles sempre viram ali um fórum para afirmar a vitória e saíram perdidos, derrotados e para que se ali na Comissão a posição favorável ao impeachment obtivesse dois terços dos integrantes faltavam só quatro votos. Foi uma grande derrota ao governo.

O senhor acredita que o mesmo fenômeno que houve na época das votações Diretas Já, em que as ausências comprometeram a aprovação da Emenda Constitucional, pode ocorrer dessa vez e prejudicar a votação?

O governo vai jogar todas as forças como está jogando e, evidentemente, a oposição, brasileiros, sobretudo cidadãos brasileiros, eleitores brasileiros vai estar atento ao seu deputado.

E em relação ao Senado, o senhor enxerga que o impeachment passa por lá apesar do presidente Renan Calheiros ser um aliado da Dilma?

Acho que sim, acho que o Senado, passando na Câmara, não vai barrar.

E se a Dilma ficar, como é que ela vai governar diante de uma base parlamentar pequena e ao mesmo tempo tantos brasileiros desempregados?

Acrescento mais: com nove pedidos de impeachment para ser decididos na Câmara dos Deputados e uma determinação do Supremo Tribunal Federal que o presidente da Câmara é obrigado a colocar os pedidos de impeachment em pauta e formar as comissões. Nós vamos ficar esse tempo todo a cuidar, a ver a Câmara discutindo impeachment da presidente Dilma.

E em um eventual governo Temer, como enfrentar a oposição do PT e dos movimentos sociais?

Ainda não existe governo Temer, então prefiro trabalhar com fatos e não com hipótese.

E em relação ao TSE, que ainda pode caçar a chapa Dilma-Temer, pode gerar ainda consequências… O senhor avalia que esse processo deve ser julgado nos próximos meses?

Não sei quando vai ser julgado, mas agora do ponto de vista legal, a chapa não praticou ilícito. O ilícito praticado nas contas ou está em uma campanha ou está em outra companha ou pode estar até nas duas, mas uma não contamina a outra por consequência. O crime que se procura é por origem de dinheiro decorrente a corrupção, ou seja, lavagem de dinheiro com doação formal. A equipe financeira da campanha do presidente é diferente da equipe financeira da campanha do vice presidente. As contas são prestadas autonomamente, eventualmente vai ter uma avaliação para ver se teve recursos de origem ilícitas da campanha da presidente foi repassada para a do vice, as informações que temos aqui, não houve. As doações dadas ao tesoureiro da campanha do vice presidente foram doações absolutamente legais.

Na América do Sul tem acontecidos fenômenos em que a esquerda tem perdido espaço. Isso é o que tem gerado o fim do “lulupetismo” no Brasil?

Não, eu acho que é um problema local, decorrente de uma realidade local, de uma crise econômica, que foi provocados por uma crise de erros internos num ambiente esterno hostil. Mas os erros foram cometidos aqui são problemas que o governo criou e o governo não está conseguindo resolver. O povo viu que o governo praticou atentado a determinadas regras legais, além de uma gestão temerária e muito fraca na economia.

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