Rodrigo Neves governou para empreiteiro que tungou a Petrobrás

Mais do que nunca o eleitor de Niterói está sujeito a um golpe bem à moda do PT para vencer as eleições. Para consolidar seu projeto político, Rodrigo Neves precisa vencer as eleições para garantir espaço ao PT e um vergonhoso esquema de favorecimento de empreiteiro preso na Lava-Jato. Em resumo: tenta a reeleição para abrigar os petistas e o seu investidor (condição confessada em delação premiada), Ricardo Pessoa, dono da UTC. A denúncia foi feita pelo deputado Flávio Serafini, do Psol, em debate om Rodrigo Neves.

O cúmulo dos absurdos ocorreu quando Rodrigo Neves rasgou todos os contratos para a construção do túnel Cafubá-Preventório sem ônus para o município e contratou uma construtora de Ricardo Pessoa para executar a obra com dinheiro público. Poderia ter usado o dinheiro para despoluir as lagoas de Piratininga e Itaipu, mas preferiu beneficiar o padrinho, o “investidor” de sua campanha, preso na Lava-Jato.

A ligação Cafubá-Preventório deveria ter pedágio, a ser pago pelos ricos de Icaraí, São Francisco e Camboinha, maiores beneficiários daquela obra. Mas preferiu endividar a cidade e fazer famílias obres de Zona Norte pagarem por algo que a rigor não lhes serve em nada. Há várias ligações da Zona Norte à Região Oceânica, como Ititioca, Garganta, Sape-Caramujo, Maria Paula, Tribobó (caminho mais curto e rápido para a Av. Central, Engenho do Mato e Itaipu), Estrada da Cachoeira.

Quem em Pendotiba, Rio do Ouro, Várzea das Moças, Engenho do Mato não precisa usar o túnel para sair ou voltar para casa.  Assim como moradores do Fonseca, Riodades, Cubango, Santa Rosa, Engenhoca, Barreto, Santa Bárbara, Caramujo e bairros vizinhos não necessitarão passar pelos túneis 100 milhões contraído por Rodrigo Neves.

O “INVESTIMENTO” DO BANDIDO

Ricardo Pessoa aceitou colaborar com a Justiça em troca de uma pena menor. E disse ao Juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, que os milhões doados a Rodrigo Neves vieram do esquema criminoso da Petrobrás. Revelou que se tratava de “um investimento”, dinheiro aplicado para receber de volta quando Rodrigo se elegesse. E deu no que deu.

A Lava-Jato gravou conversas entre Rodrigo Neves e Ricardo Pessoa, a quem o empreiteiro chamava de Chefe. Dois dias depois a ter uma ligação entre os dois interceptada pela Policia Federal, Pessoa foi preso e Rodrigo Neves, seu Chefe, protegido pela imunidade política.