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SUPLENTE ENTROU DE GAIATO  NA MORTE DE LÚCIO DO NEVADA –

Carlos \macedo a direita) com seu advogado, Paulo Ramalho - Foto de O Fluminense na internet

Carlos Macedo (à direita) com seu advogado, Paulo Ramalho – Foto de O Fluminense na internet

A ultima Audiência de Instrução de Julgamento que apura o assassinato do vereador-eleito Lúcio do Nevada, em outubro de 2012, em Niterói, deixou duas evidências fortissimas no ar: o processo que corre na Justiça é completamente diverso do noticiário produzido pela imprensa e reproduzido na internet; e que Carlos Macedo, primeiro-suplente de Nevada, entrou de gaiato no navio.

Fazendo lembrar o episódio da Escola Base, ocorrido há 20 anos em São Paulo, o processo contra Carlos Macedo, acusado de ter sido o mandante do crime, nada consegue provar. Não existem gravações que envolvam o vereador na trama, nem confissões e provas, tampouco gravações que o envolvam. Até um susposto rastreamento de telefonema que o delegado disse ter sido feito do interior da Câmara não ficou provado. Poderia ter sido até do gabinete de algum juiz, pois o Forum de Niterói fica na mesma área geográfica indicada pela operadora do sinal do celular, cujo numero foi fornecidopela viúva de Nevada.
Restou provado, portanto, que não houve quebra de decoro por parte de Carlos Macedo ou que a trama tivesse sido feita em seu gabinete. Ainda assim, o legislativo procura chifre em cabeça de burro para tentar cassar o mandato de Carlos Macedo, embalado pela campanha à la “Escola Base” que pode custar muito caro ao município.
Carlos Macedo, com quase 30 anos de vida pública, foi linchado pela imprensa abastecida por um delegado que não conseguiu provar nada em seu depoimento perante à Juiza. Não há firmeza nas acusações, não se apresentou provas e até as testemunhas arroladas pelo Ministério Público nada disseram sobre a participação do suplente na morte do titular. Muito pelo contrário, não o ligaram ao crime.
No âmbito do Legislativo outra alternativa não resta senão concluir que nada restou provado sobre falta de decorro, se até em plano criminal o processo caminha para a exclusão de Macedo da denuncia.
O que existe em abundância são contradições entre o que existe nos autos e o que foi publicado pela imprensa. Há pontos obscuros que nunca foram investigados, como milionárias apólices de seguro em favor da viúva de Nevada e a compra por Nevada de uma empresa que logo depois venceu uma concorrência milionária para prestar serviços à Petrobrás.

AFINAL, QUEM MATOU LUCIO DO NEVAD???

AFINAL, QUEM MATOU LUCIO DO NEVAD???

Porém, o depoimento mais ridículo foi o da viúva, dizendo que o assassino ligou várias vezes para a casa dela procurando Lúcio sugerindo ser ameaças e que gravou bem o número do celular que pertence a um dos acusados.
Quanta inocência para um matador profissional, dar pistas de que pretende matar alguém…
Como todo crime tem uma motivação, mais fácil foi montar uma farsa em torno de Carlos Macedo, beneficiário direto, além da esposa e os sócios da empresa que Lúcio comprara.
Desde longe, conhecendo a trajetória de Macedo, duvidei que fosse capaz de matar alguém, quanto mais o titular de um mandato eletivo se ele mesmo seria o “todo poderoso” da administração municipal.
O que está claro é que Carlos Macedo além de não participar não usou a Câmara para incorrer em falta de decoro. Se amanhã ficar provado que algum assessor porralouca está envolvido, que culpa ele tem? Demita-se o funcionário, que traiu a sua confiança de quem necessitava para trabalhos legislativos.
Como cassar Macedo se nem a Justiça o fez? Como o condenar se não houve trânsito em julgado? Como provar sua culpa se nem provas existem nos autos?

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 Tem muitas coisa absurda no caso em que o Vereador Carlos Macedo é acusado de mandar matar Lúcio do Nevada, titular do mandato a quem substituiu na Câmara de Niterói.

Muitas perguntas me perseguem: por que Macedo, que já foi suplente em outras eleições no começo da carreira nunca precisou recorrer a esse expediente de eliminar as pessoas que estavam à sua frente?

Carlos Macedo, foto da internet

Carlos Macedo, foto da internet

Por que um político que foi o fiel da balança para a eleição do prefeito da cidade, que pulou de lado, trouxe outros companheiros eleitos e suplentes, com poder de escolher o cargo de maior expressão que quisesse no governo de Rodrigo Neves, precisaria mandar matar alguém para ser apenas um vereador?

Como alguém com reconhecido como lobista de confiança de vários segmentos, capaz de manter o prestigio até sem o mandado, teria razões para mandar matar? Mais que isso: Macedo nunca teve a violência em seu histórico…

Qualquer posição que ocupasse no Executivo, Macedo continuaria a despachadoria que fazia enquanto vereador. Não deixaria o Legislativo, onde sempre se portou com valor e honradez, só não teria cargo  eletivo.

Para mim, quem desgraçou a vida de Macedo foi Rodrigo Neves, que imediatamente após a posse deveria tê-lo nomeado para seu escalão, como ficou acertado por ocasião do “vira-casaca”, em que Macedo deixou de apoiar Felipe Peixoto.

E Macedo foi burro ao aceitar a liderança de um governo que lhe virou as costas. De um cargo na Prefeitura, somado ao prestígio que angariou com Rodrigo Neves, poderia manobrar tudo na Câmara, do mandato do suplente à liderança e presidência da Comissão, posto tenho ele na condição de móveis e utensílios da Casa Legislativa.

No Caso Macedo (ou Caso Nevada, como tratam alguns) há mais dúvidas do que certeza, que deveriam beneficiá-lo. Tudo parece indicar que há uma má vontade com Macedo, mostrando que pelo menos para seus “ex-amigos” e opinião pública ele já foi condenado.

 Tem uma pergunta que não quer calar. Por que Rodrigo Neves não estende a mão ao amigo Macedo? Por que não o livra do linchamento moral em que está: Por que não lhe dá o prometido cargo do seu staff, agora que Macedo está solto? Por que? Por que?

É amigos, são muitos porquês

A BBC de Londres, produziu  nos anos 90 um vídeo sobre Roberto  Marinho,batizado por Chico Buarque de “Além do Cidadão Kane”, que virou título  dessa obra sobre a História do Brasil recente, a  que eu  assisti por dentro e por fora.

Em 1993, Roberto Marinho conseguiu na Justiça proibir a exibição do documentário no Brasil.

Mas a internet furou  essa censura e todos podem assistir à verdade sobre a Rede Globo.

O vídeo  foi traduzido para o português pela própria  BBC.

Não  perca essa aula, tão  atual hoje quanto  na época, pois o método  não mudou. A Globo continua sendo a  rede mais influente do mundo e a terceira das  Américas.