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Campos esta num beco sem saída. Seu povo reage, tenta mudar,
mas descobre que foi sendo seguidamente enganado, traído e roubado.

Deputado Roberto Henriques

Parece inútil a mudança, posto que sempre trocaram seis por
meia-dúzia, mantendo no poder métodos e sistemas de um grupo político perverso  e vingativo, chefiado pelo Senhor Anthony Garotinho, que teve a graça de chegar  a ser Governador do Estado, de eleger a mulher dele sucessora, mas que não  conseguiu se impor como uma liderança de respeito nacional. É um anão do baixo clero do Congresso de Brasília.

Qual político de expressão é liderado por Garotinho? Sobre  quem exerce influencia? Nenhum e ninguém. E olha que passou por ele toda sorte de políticos fluminenses, além de todos os campistas das ultimas décadas. Ele não  tem supremacia moral e intelectual sobre nenhum deles, é o rei da unanimidade contra.

Seu projeto megalomaníaco é manter a cidade de Campos como  sua propriedade particular, podendo dispor de suas coisas e seus tesouros como  bem quiser, como uma fazenda que vai passando de pai pra filhos e pras viúvas.

Foi num ambiente sombrio e de descrença como  Campos vive hoje que pairava sobre o povo  americano no inicio dos anos 2000 em  que  surgiu Barak Obama, um visionário, um sonhador, um negro cujo nome trazia à  lembrança a imagem do maior inimigo do país, o demolidor Osama (Bin Laden). Eleito deputado Estadual por Illinois, senador logo depois e atualmente Presidente da República, quando tudo lhe era adverso. Parafraseando seu slogan de campanha, Campos haverá de ter audácia para mudar (o de Obama era Audacia da Esperança).

Nasci em Campos. Foi lá que aprendi a defender a liberdade e o bem. Tive os melhores professores, Iracema Maria Isabel, Américo Rodrigues da  Fonseca (meu segundo pai), Magdala França Vianna, Arlete Sendra, Fernando Silveira,  Alvaro e Laninho Barcelos, do inesquecível Fonema, Antonio Sarlo, para citar alguns. Paulo Gomes, Alvaro e Luciano D’angelo que se esforçaram inutilmente para eu aprender matemática…

Nada pessoal contra Garotinho e sua esposa, que ele batizou  de Rosinha, impôs aos familiares dela, a Campos e ao Estado. Mas, historicamente, sua vez já passou. E Campos sabe disso. Ele desistiu de ser um líder político para ser um aproveitador, optou por ser um malfeitor político. E nisso está se superando, é campdeão. Uma pena!

Campos tem que dar um basta a esse descalabro. Afinal, a cidade pertence aos seus mais de 400 mil habitantes e não à família Garotinho, passando de pai pra mãe, de mãe pra filhos e quiçá para netos como se fosse um  fazendão. Não. Campos tem dono, mas é ao povo a que pertence.

Por pouco, muito pouco, o campista não ficou sem escolha… E
fatalmente , “pra não perder o voto”, haveria de dar mais um mandato à família Garotinho.

Porém, a cidade tem escolha sim. Surge no horizonte a figura de Roberto Henriques, deputado estadual, tal qual  Barak Obama o foi e que não precisou mudar de nome para vencer as eleições mais importantes do universo (só lembrando que o Sr. Anthony o fez). E Roberto já deu a Campos o aperitivo, um gostinho do que é capaz, de agir com austeridade, sensatez, honra e sobretudo coragem.

Sim, coragem para romper com o circulo vicioso que se instalou na cidade; coragem para mudar e oferecer aos campistas um novo ambiente, mais digno, próspero e honroso; coragem rechaçar as propostas indecorosas e cerrar ouvidos à cantilena dos corruptos. Coragem para fazer de Campos o maior município do Brasil, pois a cidade é rica, mas seu povo é pobre, muito pobre e sacrificado.

Os campistas tem escolha, graças a Deus! E ainda bem.

Quando um governante precisa apelar para um Decreto e pedir à sua equipe de governo que economize, alguma coisa tem…

Quando o Decreto estabelece um limite de 10% para se economizar, soa como deboche, coisa digna dum  Odorico Paraguaçu. Seria cômico, se não fosse trágico o precedente criado por Dona Rosinha Garotinho, prefeita de Campos dos Goytacazes/RJ, ao baixar o Decreto 454/2011, já batizado de “Grajaú-Leblon”., numa referência a uma linha de ônibus da capital.

Em quem a prefeita quer dar o calote?

Economizar tem que ser um costume, tem que ser a regra, não a exceção.

Por que limitar a 10% a economia a ser feita? Por que não ao máximo, 100%, que era de se esperar que pedisse. Para mim, é o mesmo que pedir aos auxiliares que sejam honestos, que tenham moral, que tratem de economizar, limitado a 10%.

O “Grajaú-Lebon” é um soco na cara dos campistas, de todos nós. A uma, pelas contradições explícitas, pois economizar é sempre a palavra de ordem quando se trata de dinheiro público.

Ninguém perde o que não tem, assim como ninguém dá o que não pode.

Se a prefeita vê necessidade de obrigar sua equipe a fazer economia, cortar gastos, ela mesma reconhece que houve excesso, que não deu ao dinheiro público o cuidado que deveria ter.

O que significa esse Decreto, um calote de 10%? E os contratos firmados, os compromissos assumidos?

O que mais intriga são os “considerandos” do Decreto “Grajaú-Leblon”, qual seja a crise mundial, queda na receita com o petróleo da Bacia de Campos.

Mentira. A receita com o petróleo nunca esteve tão bem. Por baixo desse angu tem caroço…

ao mesmo tempo em que S. Exª a prefeita baixava o Decreto 454), recebi mensagens da Petrobrás com as seguintes informações:

– o Lucro da Petrobrás subiu 37%;

– a produção de petróleo aumentou 2,2% e a de gás 6,9%;

– que entraram em fase de produção mais dois campos (os de Aruanã e Brava), justamente na Bacia de Campos;

– que a Petrobrás colocou em operação a  a plataforma semissubmersível P-56, no campo de Marlim Sul,no dia 15/8;

– a agência de risco Mooody’s (a mesma que anda rebaixando países por ai) reconhece a melhora do risco da Petrobrás em moeda estrangeita de Bas1 para A3;

E mais:

– A ANP revela que os produtores privados já produzem 200 mil barris/dia;

– está a caminho (saiu hoje de Cingapure), a superplataforma de Eike Batista, a FSPO-OSX 1, que  chegará a Campos dentro de 38 dias para começar a produzir imediatamente;

– até julho, a Prefeitura de Campos já havia recebido R$ 566,8 milhões entre royalties e participações, indicando que já superou em mais da metade do arrecadado em 2010, representando um aumento de quase 10% só no primeiro semestre.

O que não dá para entender é que tudo indica que a receita de Campos com o petróleo deverá ficar bem próxima de 2008, quando teve seu melhor momento, beirando os R$ 1 bilhão 200 milhões.

De que (ou quem?) a prefeita tem medo?

É certo que atribuímos à Justiça Eleitoral um fardo muito pesado a cada eleição. Mas também é verdade que nada do que se exige está fora de alcance e execução. Basta um único deslize para que todo esforço se perca, como se comprova agora. A justiça eleitoral fracassará num dos ítens mais importantes da campanha deste ano: a prestação de contas dos candidatos.

 

Contas de Garotinho não resistem à menor averiguação

 

Fiscaliza-se a propaganda eleitoral, o horário gratuito (nem tanto, pois no interior é à moda boi e à Bangu mesmo) por intermédio de curiosos em mídia. Os tribunais precisar ter em seus quadros profissionais qualificados em propaganda. Mas não tem.

Entre a convenção, a inscrição do candidato no CNPJ e a abertura da conta bancária, demanda tempo. Mas há candidatos que conseguem colocar a campanha na rua imediatamente após as convenções, numa reengenharia futurista.

Para melhor entendimento da inoperância do TRE e que tem por conseqüência a sonegação, até parece que as praças e calçadas de nossas cidades não ficam apinhados de pessoas distribuindo santinhos ou segurando (vigiando, como quer a lei) cavaletes e placas, tal a profusão de candidatos-eleitos (e eu só falo dos eleitos aqui, posto que passaram pelo julgamento popular para comandar os destinos da nação) que disseram não gastar um tostão  furado com pessoal, deixando assim de recolher os encargos sociais.

Ainda que aquelas pessoas prestassem um trabalho volúntário (será que o leitor acredita nisso?), seu esforço – por lei – deveria ser convertido em doação, contabilizado e declarado ao TRE. Bastaria que uma boa alma da Justiça Eleitoral abordasse um desses vigias de placas para saber se estão sendo remunerados, quanto ganham (em geral, R$ 50,00 por dia) ou se estão trabalhando de graça, voluntariado. Fácil, mas o TER não o faz. Igualmente com relação às gráficas, onde é mais fácil. Basta checar a aquisição de papel (em toneladas) e as notas fiscais das mercadorias entregues. Essa conta não baterá jamais.

Vamos aos exemplos.

Wagner Montes, o mais votado para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio e que carregou um monte de gente, tem erros gritantes em sua declaração, que poderá ser retificada até 3 de novembro. E olha que Wagner é honesto ao extremo, não vive da política. Deve ter confiado na pessoa errada, Mas para a Justiça ele é o único responsável pela declaração e não o seu administrador financeiro, se houver.

 

Wagner Montes, quem diria, sonegou encargos

 

Nos  primeiros meses de campanha (julho e agosto) declarou ter efetudo gasto de R$ 15 mil 300 com pessoal. Mas não recolheu um centavo de encargos sociais. Como pode isso? Não gastou um níquel com telefone, energia elétrica, alimentação, água e (pasmem!) nem com tarifa bancária.

Quer enganar quem, cara pálida? Só passará se o TRE quiser. E se o tribunal se empenhar, todos terão problemas, com raras exceções, como parece indicar, por exemplo, a prestação de contas do candidato Roberto Henriques, do PR, que até deixou bens para o partido.

No plano federal, o mais votado do Estado, o ex-governador Anthony Garotinho, parece ter feito tudo certinho nas primeiras prestações de contas, até pagou R$ 221,19 de encargos e tarifas bancárias. Mas se for tão bom deputado quanto é mentiroso contábil, estamos fritos.

Ora, na maior cara de pau, Garotinho informa ao Tribunal Eleitora que efetuou gastos R$ 399 mil 250 em placas , estandartes e faixas e mais  453 mil 487,50 em impressos, que – ao que tudo indica – teve uma distribuição espiritista. Quer dizer, nenhuma homem ou mulher os distribuiram, na medida que declara não ter efetuado gasto com pessoa física (no caso, os cabos eleitorais para a distribuição de santinhos, transportar e vigiar tantas placas) e que também delas recebeu “recursos estimáveis em dinheiro” (doação de serviço). Isso não dá pra consertar.

Como ficamos?

O que esperar de um candidato mais do que emporcalhado com a Justiça Eleitoral como Garotinho? Certamente, vai estrilar, se dizer injustiçado, como se a sua prestação de contas fosse a de Madre Teresa de Calcutá, e apelar para os recursos “juri esperniandis” e ganhar tempo. Muito tempo.

Mas, se não houver quem denuncie, quem provoque o TRE, nada acontecerá. Vai ficar por isso mesmo.

Tendo em vista o amplo e irrestrito direito de defesa, todos poderão retificar suas declarações. Só que a lei eleitoral não trata disso. Os candidatos tiveram duas chances para proceder direito, e não o fizeram.

Dos 58 discursos que o deputado Arnaldo Vianna fez na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo menos seis foram para legislar em causa própria e até fazer uma média com os Ministros do TSE.

Arnaldo Vianna, deputado do Baixo Clero, ex-Prefeito de Campos/RJ

Estreando na Casa, ocupou a tribuna no dia 2 de abril de 2007 para falar do tempo que foi prefeito e combateu tenazmente a prostituição infanto-juvenil na cidade Em 22 de outubro do mesmo ano, repetiu a dose, ocupando a tribuna para dizer que fez e aconteceu quando foi prefeito.

Entrementes, Arnaldo falou de mortes, da redução da jornada e aumento dos salários das enfermeiras. Até se deu ao luxo de uma única vez protestar contra a aprovação da Emenda Ibsen Pinheiro, que praticamente arrasa as finanças de sua cidade. E noutra oportunidade, falou do pré-sal. E foi só. Contudo, teve o mérito de combater a prostituição de crianças e adolescentes nos Campos, no  que centrou a maior parte de suas intervenções.

Prosseguindo no árduo exercício de falar de sonolentas questões pessoais, Arnaldo Vianna subiu à tribuna para agradecer os votos que recebeu para prefeito, um ano depois, em 16/12/2008, quando previa a queda da Prefeita Rosinha e até (pasmem!) parabenizar o filho dele, Caio Vianna, que estava de aniversário.

Em 15 de abril de 2008, o deputado campista voltou à tribuna para explicar que estava em tratamento de saúde, fez agradecimento ao Presidente Michel Temer, aos Parlamentares e à equipe médica do Pronto Atendimento Cardiológico — Prontocárdio, do Município de Campos. Em 14/07/09, anunciou visita que fez a Municípios do Estado do Rio de Janeiro durante o recesso parlamentar.

No dia de Cosme e Damião, Arnaldo Viana ocupou a tribuna agradeceu à presidência e deputados a solidariedade prestada por ocasião da internação de sua pranteada mãe, Dona Amélia, uma das mulheres mais dignas e honradas que viveram em Campos dos Goitacás.

O CÚMULO

O maior dos absurdos Arnaldo praticaria em 23 de junho de 2010, quando já estava em  campanha pela reeleição e pendurado no TRE do Rio de Janeiro. Assomou a tribuna para tecer rasgados elogios aos ministros do TSE por darem ganho de causa à mulher dele, Ilsan Vianna dos Santos e com isso possibilitar sua posse como vereadora no município de Campos.

De nada adiantou a babação, pois o TSE deu-lhe uma tarraxada, deixando para conceder a liminar que permitia sua candidatura para as vésperas do pleito. A angústia da espera e a incerteza, sem dúvida, prejudicaram seu desempenho e influiu na baixa votação.

Arnaldo destilou sua insatisfação com o Tribunal de Contas da União, por ter incluído o nome dele na Lista de Parlamentares Inelegíveis, alegando ter sido um equívoco e até solicitação a mobilização da Câmara dos Deputados para que adotasse providências a respeito.