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Alguma coisa muito estranha está ocorrendo com os diários de Niterói. Nenhum deles divulga os estragos feitos pelas chuvas dos últimos dias e especialmente as mortes e desabamentos são omitidos. Para saber sobre a cidade, só lendo O Globo, que divulga a morte de uma criança no Morro do Palácio, de onde o prefeito Rodrigo Neves, o Glorioso, mandou acabar com a Secretaria Regional, que monitorava tudo. Desabamento em morro do Ingá só agora, na gestão de Rodrigo Neves.

inundação

Foto de Marcelo Piu, extraída do portal do Jornal O Globo de hoje

Nossa imprensa está mais preocupada em fazer o jogo do prefeito do que com seus leitores, que um dia irão se fartar e dar preferência a outro veículo. E nunca foram assim. Os jornais de Niterói jamais se prestaram ao papel de agora, ganharam fama por ser de luta e defensores do povo.

Onde estavam os guardas municipais na hora do temporal? O que organizaram no trânsito de Niterói para impedir que os motoristas caíssem nessa emboscada deágua?

Ora, quem sai do centro para a Região Oceânica (ou vem de lá), se for surpreendido por um temporal,só tem uma saída: a beira-mar, seja pela Miguel de Frias até a Praia(evitando a Marques de Paraná)  ou pela Boa Viagem (evitando passar por dentro do Ingá), Alberto Torres, Estrada Froes e depois é só subir a Rui Barbosa e Cachoeira.

Mas cadê um plano da Guarda do prefeito glorioso? Não existe, não foi pensado. Fizeram pior: sumiram com os guardas, deixando a população ficou  ao deusdará, na base do salve-se quem puder.

Ora, botar guardas nas ruas é o mínimo e não tem nada a ver com essa história de falta de dinheiro, que é uma mentira completa.

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RACHADURA NO FUNDO DO MAR COMPROVA BARBEIRAGEM DA PETROLEIRA

Estou em Campos, terra do açúcar, do petróleo e da mentira.

Não acredite  que as passagens aqui custem apenas um real. É só para quem é eleitor na cidade. O negócio é para beneficiar o público interno, os eleitores  que votam aqui. Forasteiros, ainda que de cidades vizinhas ou do mesmo território estadual, não tem direito, o que comprova farsa e caracteriza a compra indireta de votos tendo em vista a propaganda que a prefeita faz. Outros brasileiros pagam a “tabela cheia”, uma tarifa escorchante que a Prefeita instituiu aqui.

Mas não é disso que eu queria e vou falar.

Na década de 70, ocupei-me da cobertura jornalística das prospecção  e exploração de petróleo na Plataforma Continental, aqui pertinho da costa de Campos. Acidentes ocorriam em profusão, um atrás do outro, ceifando vidas que eram contabilizadas a menor, especialmente de filipinos que lá trabalhavam. Até que ocorreu a explosão da Discovery, um navio-sonda alugado pela Petrobrás. Meu jornal, O Fluminense, abriu manchete: “Petróleo é Sabotado – repórter Paulo Freitas disseca tudo”. E todos os jornais e revistas do país vieram atrás.

Olhando assim, até parece que meu editor quis me prestigiar. Mas na verdade jogou-me às feras da ditadura militar, como se dissesse (e disseram): – fomos nós não, foi o Paulo Freitas, peguem ele, a culpa é dele.

Considero aquele episódio como um divisor de águas, pois desde então os acidentes rarearam, deixaram de ser constantes e de abarrotarem a Casa de Saúde de Macaé de mortos e feridos.

As provas da sabotagem caíram no meu colo como que por acaso.

Hoje, aqui nesta mesma cidade, converso com pessoas que trabalham na plataforma continental e o comentário é um só:  a Texaco (eu prefiro chamar a Chevron por sua marca mais famosa)  tentou furar a camada do pré-sal e deu a maior merda. Daí, esse vazamento medonho, o óleo saindo das entranhas de terra numa rachadura quilometral. Segura que eu quero ver!

E o governo vem falar em multar a Texaco americana em apenas 50 milhões… Isso não paga nem um milésimo de por cento dos prejuízos causados. E as prospecções que outras empresas estão fazendo, como ficam? Essa multinha equivale  um grão de areia do mar enquanto o prejuízo afeta o planeta.

Nenhuma petroleira no mundo tem  condições nem detém mais tecnologia para explorar o pré-sal do que a Petrobrás. Muito menos a Texaco, que percebendo que aqui é terra de ninguém (pelo menos é o que parece),que  só usa estrangeiros nas suas plataformas (é raro encontrar aqui um brasileiro que trabalhe lá) e não sofre a menor fiscalização. Estimulada pela omissão brasileira,  a Texaco se achou no direito de ir além e tentar extrair o óleo do pré-sal. Deu no que deu, uma lambança incontrolável que a Texaco diz ser um vazamento de nada, de poucos barris, quando na verdade são milhares.

A terra sangra petróleo no fundo do mar. Óleo bom, de altíssima qualidade e valor comercial, coisa que só tem mesmo no pré-sal. Só o governo do PT não enxerga ou não quer ver.

Extrair óleo do pré-sal, dizem os técnicos, é fácil. Tal qual construir uma bomba atômica, cuja fórmula está disponível em vários sites na internet  (a Al Kaeda  tem um site só para ensinar a fabricar  bombas). Mas não é para o bico de qualquer um… menos ainda da Texaco, que está entrando nessa de Brasil  agora.

De uma coisa eu tenho certeza: no final, eles se acertam. Perdem um tanto aqui e ali, mas enchem as burras de dinheiro.