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Há uma ordem expressa no Sistema Globo: não exibir, não informar (a menos que seja a morte) absolutamente nada sobre os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.

Uma covardia  jornalística, uma irresponsabidade social, no que a Globo é craque, sonegar informações e publicar  apenasse for para  aniquilar lideranças que se ameaçam seus planos de dominar o Estado do Rio de Janeiro. Melhor dizendo, o tesouro do estado e prefeituras.

Na Capital, é sabido que a Globo defende o indefensável, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Prova disso são as dezenas de mortes na Serra, que a Globo insiste dizer que a culpa é dos mortos, como se em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo houve outros lugares que não sejam escarpas de montanha para se construir e morar.

Pessoas sofrem no trânsito (hoje o pior problema da Região Metropolitana),  morrem nos hospitais por falta de médicos  e medicamentos, a dengue grassa por toda parte, mas os veículos globais só noticiam casos nas cidades cujos governantes sejam ameaça aos planos de conquista e poder do sistema. Na Capital, sempre dá um jeito de culpar a população.

Antes, Sérgio Cabral foi apoiado pelos banqueiros do jogo de bicho do Rio, com receio de que Denise Frossard, a juíza que os condenaram,  pudesse ganhar (e poderia) o governo do Rio. O mandato caiu no colo de Cabral, aquela altura apoiado também por Rosinha e Garotinho. E a generosidade do Globo jamais noticiou.

A Globo não deu nada sobre a mobilização dos campistas contra a gatunagem dos royalties. Pelo contrário, noticiou os efeitos, os engarrafamentos,  tripudiando  sobre uma reação lógica e sincera. Isso não é jornalismo, é campanha eleitoral.

A Globo tem pesquisa de opinião que demonstra que seus apaniguados perdem a eleição, mas não tem coragem de publicar, pois dá Rosinha em primeiro e Garotinho em segundo e seus cupinchas lá longe. Muito pelo contrário. De posse dessas informações,, abre espaço para  prejudicar os ex-governadores, em cujo cocho tanto mamou  (de fartar).

Antes, era apenas a figura de doutor Roberto Marinho que assombrava a cena política e empresarial brasileira. Agora, são todos os filhos e netos, igualmente capazes de maquinar “estratégias e gestões” sem o menor escrúpulo  e muito menos levar em conta sua responsabilidade social perante a nação.

É por isso que, nos golpes de estado, os revoltosos assumem logo as principais redes de televisão, pois é dali que manipulam a opinião pública.

Pensem nisso.

REDE DE TV MENOSPREZA LUTADOR E PROMOVE NARRADOR

Não sei o resultado da luta, mas se o brasileiro Junior Cigano  perder para o americano campeão mundial, terá sido culpa da Rede Globo. Explico:

A Globo não tem responsabilidade social e seus profissionais devem achar que isso é algo de comer ou de limpar o bumbum, na medida que menosprezam  todo esforço e preparação do lutador Cigano para esta competição.

Aliás, esforço que não é de agora, vem de longe, pois a Globo não faz idéia da dificuldade que foi para Cigano  arrumar essa luta. Agora que está tudo certo, a Globo aproveitou a semana para promover não aquele que vai lutar literalmente na base da porrada.  A Globo pôs a luta  em que Cigano joga sua vida em segundo plano só para promover Galvão Bueno, seu chefe de equipe e melhor narrador do Brasil.

Galvão não precisava fazer isso, menosprezar nosso lutador e destacar a estréia dele como narrador de vale tudo e um pouquinho mais, com nome de UFC.

Quanto desrespeito ao atleta Cigano e ao campeão mundial! Só se fala em Galvão.

A Globo faz acreditar que a grande atração será Galvão Bueno transmitindo a luta.

Fico a imaginar a quantas anda o coração de Cigano, assistindo ao Globo Esporte e vendo que todo seu esforço não vale de nada, que a atração será a transmissão de Galvão. Cobertura “muy amiga” essa da Rede Globo. É de desmontar até um campeão como o Cigano. É de mexer com o emocional do lutador,  jogado pra escanteio em benefício de uma macaca velha da crônica, que é Galvão. Cigano, para a Rede Globo, é só detalhe, só o efeito e não a causa de tudo.

Ética, vergonha, nada disso possui Galvão Bueno. É o melhor, mas é igualmente um hipócrita, sacripanta, posto que cabia a ele, enquanto chefe da equipe esportiva, agir imediatamente, impedir que essa injustiça ganhasse o corpo e importância que ganhou. A cobertura da Globo leva o público a  querer  ver Galvão, todo elegante, com a categoria de melhor do Brasil, sentadinho no camarote-cabine, como se sairá.

Eu sei. Galvão será bem sucedido, sabe como ninguém fazer comunicação esportiva. Sou fã dele. Mas o campeão Cigano  já entra no octógono em desvantagem, derrotado por aqueles dos quais esperava todo apoio e merecido incentivo.

Não desejo a derrota de Cigano, mas ele terá que vencer dois adversários: a glória de Galvão Bueno e o campeão do mundo. Convenhamos que é querer muito.

Mas, no caso de um insucesso,  de uma fatalidade e Cigano perder, Galvão não escapará da pecha de azarento, pé frio. Um pé frio de olho grande. O maior de todos os tempos.

Cigano, meu irmão, nem todos os jornalistas são como Galvão e sua turma. Existem os que honram “essa farda” e não se deixam corromper.

Quem merece um monte de porrada não é bem o campeão americano, mas sim Galvão Bueno, pra deixar de ser aproveitador e parar de  desrespeitar a criatura humana.